Estância, quinta-feira, 28 de julho de 2011
Poças–passos largos
Ponte, pedra, sonhador
Mundo triste, turvo, surdo
Calo! Engulo um passo mudo.
Travo a língua; o largo peito
Amargo é o jeito de viver.
Rasgo, varo o dia morno
–Penso tenso o que eu seria.
Me atiro, lanço a lança lenta
Alvo cheio– falho freio!
Olho reto; espada dentro
Arranco o verbo, o favo, o mel.
Folo, sou, estou presente
Ser ausente; morte em ventre
Ser presente; mar bravio
Torço a língua, solto o verbo
–Faço verbo da minha língua!
Tarcísio Ramos





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