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| Por Jamie Samowitz (Museum of Natural History ) |
New York, Setembro á Dezembro.
(Fiz este artigo para um jornal
em minha cidade natal, Estância-SE,
e aproveitei para compartilhar aqui.)
Depois de trabalhar com teatro, literatura e produção
cultural em Estância-SE, viajei, e fui parar nos Estados Unidos. Agora aqui,
vejo coisas que até então só poderia ser vistas pelas telas do cinema e da TV. Coisas
turísticas, exóticas e—sendo para mim o mais importante—a cultura, os costumes
e a política. Estou refletindo em coisas que antes não podia por estar dentro
do meu próprio mundo, dentro das minhas próprias atividades. A internet facilita as informações, mas há
coisas que precisam ser vivenciadas. Gostaria de compartilhar algumas experiências
que passei, que experimentei e que aproveitei ao máximo nos meus primeiros dias
na terra do Tio Sam.
Quando cheguei aqui, o primeiro impacto foi a temperatura, entretanto,
ao botar a roupa certa fica tudo bem, confortável e cheio de estilo. Fiquei em
New York nos primeiros quatros dias, e ao chegar em Manhattan, a famosa cidade que cresce
para cima, fiquei impressionado com a pomposa Estação Central. Foi muito engraçado
ver o grande relógio da Estação que no filme “Madagascar”, a girafa por
acidente fica com o tal relógio na cabeça. Estação central, gigante, imponente,
linda e formigando de pessoas para todos os lados. Ao sair da Estação, andei
pela 5° Avenida, famosa por exibir em suas lojas, vitrines com muita arte e
elegância.
No segundo dia fomos, eu e Jamie—minha noiva e personal-touristic-guide— visitar o Central Park. Esse é um lugar exuberante: um
parque de 341 hectares com inúmeras espaços públicos para atividades. Haviam
pessoas fazendo exercício físico;
andando de bicicleta; jogando American football; as
crianças no playground; os amigos e namorados tomando um banho de sol sobre a
grama: e no meio disso tudo, eu, apaixonado e encantado pela vida como nunca.
Fomos, eu e minha garota, até um castelo no estilo medieval e tiramos algumas
fotos. Logo ao lado do castelo havia o Jardim de Shakespeare—nada mais
apropriado, eh?—com todas as flores que o autor citou em seus textos para
teatro e inúmeros poemas. Estive com Jamie por muito tempo ali. Andamos entre as
árvores, ao redor de um lago gigante, e eventualmente tirando algumas fotos.
No terceiro dia fomos ao Museu de Historia Natural(American Museum of Natural History).
Falando assim você talvez não tenha a ideia do que estou falando, mas se você
lembra do filme “Uma noite no Museu” (Night at the Museum) onde os dinossauros
ganham vida..., ok, agora provavelmente estamos a mesma língua, sim é este o Museu,
com os dinossauros e todos os seus ossos. Um lugar incrível, com muita cultura
mundial que você precisaria mais de um dia para ver tudo. Ainda lá, assistimos
no planetário, uma grande tela em forma de esfera onde você assiste de dentro,
assistimos a “Jornada para as Estrelas”(Journey to the Stars) com a narração da adorada atriz Whoopi
Goldberg. Saímos
do museu meio tonto de tanta informação, um banho geral de cultura, historia e
arte; inclusive não vejo a hora de voltar à fazer uma nova visita. Almoçamos em
restaurantes Asiáticos, Mexicano, Americanos, Latinos, uma verdadeira viagem no
paladar deste nordestino que vos fala. Experimentei a famosa pizza americana,
que falam ser a melhor do mundo. Se é não sei dizer, mas que é diferente e
gostosa, isso é. Os almoços e jantares em diferentes restaurantes de diferentes países continuaram, um tour para
o paladar.
No quarto e último dia fomos ao New York City Ballet para
assistir a uma peça de dança. Primeiro é importante falar sobre o complexo de
apresentações e exposições artísticas, Ok, que é grande não preciso mencionar
mais, pois estamos em New York. Para saber da pompa desse espaço só é
necessário dizer que este é um teatro no meio de Manhattan, num dos lugares
mais caros do mundo. Lá, só se apresentam bailarinos, músicos e atores da mais
alta estirpe, do mais alto brio no meio das artes comerciais do mundo. Eu
assistir ao espetáculo “Reino Oceânico”(ocean’s Kingdom), com trilha Sonora e direção musical de Paul McCartney dos Beatles e no Segundo ato da noite um espetáculo George Balanchine(1904–1983). Uma
noite realmente fascinante e inspiradora para o meu peito de artista.
Depois desse momento turístico e cheio de entusiasmo, fomos
para a nossa casa em Amherst, localizada no estado de Massachusetts, região da
Nova Inglaterra. Foi no estado de Massachusetts que o Voleibol foi criado e a
parti de lá divulgado à todo o mundo. Amherst, uma cidade pequena que recebe
milhares de estudantes universitários que faz o volume da população expandir.
Na cidade vizinha, Northampton, 20 min de ônibus de Amherst, comecei a estudar a
língua Inglesa. Foi um curso intensivo, todos os dias da semana, 5 horas por
dia com free classes extra, muitos home works e apresentações. Depois de dois meses e meio de muito
empenho de cara nos livros e língua solta, já pude falar a língua estrangeira,
mesmo que ainda com muitos erros gramaticais e de pronuncia, mas sempre
tentando com a coragem de errar.
Agora estou no interior de New York, Spencer Town, onde
vive o famoso artista plástico Ellsworth Kelly, um dos grandes nome da arte
abstrata. Spencer Town, uma cidadela campestre de grandes casas. Esse novo
lugar me enche de inspiração poética pela paisagem, vendo as folhas coloridas
caírem no outono e o chão se embranquecendo no inverno. E enquanto o inverno
vai chegando timidamente, vou escrevendo, dando aulas de teatro e capoeira.
Comprei meu Snowboard
e Ski, o inverno chegou, e já não vejo a hora das montanhas estarem
cobertas de branco para, entre “trancos e barrancos”, surfar no pó da neve.





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