Livro Ponto de Partida

Uma seleção de poemas, peça de teatro e cordel. Interessados pode entrar em contato comigo pelo email taz-to@hotmail.com, e posso envia-lo à você.

Capa

Fragmentos do livro:

CABELEIRA
Estância, fim de Dezembro de 2008

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O cabelo que apontam errados, avança
E no vento dança
Feliz e veloz!
É mais feliz ter cabelo grande e cheio,
Sem ter freio,
Com vida e com voz.
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ENQUANTO A SALVAÇÃO NÃO VEM
Estância, agosto de 2008.

Piso em brasas,
Solto fogo pelas narinas,
Beijo a flor e solto no ar
Meus beija-flores,
No correr de risos e lágrimas.[...]
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Os olhos
  
Os olhos
são as bocas
das almas,
falam pelos cotovelos!
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Fragmento da Peça:

Jogo das almas no julgamento

Deus – Vocês também querem muito de mim. Você já pensou quantas cabeças são, quantas línguas? E eu ainda estou terminando o meu cursinho de inglês! Você vai para o inferno pelos seus pecados, em nome de mim, do meu filho, do meu espírito amém!

Diabo – Como você pode ser tão cruel?! Ele estava fazendo boas ações, mesmo que pensando nele mesmo!
Alma 1 – Isso foi há muito tempo atrás, (Triste) antes que eu separar da minha mulher... Éramos casados a dez anos até ela entrar na igreja evangélica dos Seus adjetivos, não poderíamos transar antes do casamento, porque senão ela vinha para a sua morada! Aí eu vi que o céu e o inferno só serviram para separar os corações. É por isso que eu quero o comum para todos, tá entendendo? Eu quero fazer a revolução, tá entendendo? Quero que todos tenham direitos iguais!
Diabo – Meu amigo, a eleição para Deus e Diabo é daqui a mil anos e as almas só vivem cem anos, quem ficar vivo eu e Deus é que damos os cursos, mas como as almas tem que preencher uma papelada que dura 101 anos, nunca tem candidatos no curso, é realmente uma pena! Tem haver com a burocracia.
Deus - Vai dar uma volta pelo amor de Eu! Aqui você é só uma alma comum querendo fazer barulho, não nos interessa.
Alma 1 – Eu vou. Eu vou me juntar aos menos favorecidos e vamos derrubar o imperialismo... Os oprimidos se organizarão e será outro mundo, outro céu, outro inferno e até outras galáxias.

[...]
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Fragmento dos cordeis:

Quanto vale um doce amor?

Mas quanto vale esse amor?
O mar, o meu ar, o mundo?
Ou o simples querer no ardor
Um ser entregue no fundo,
Nas grades de um coração
Com liberdade e prisão
Viver da hora o segundo?

Se pudesse daria o mundo
Para um doce amor deleitar,
Que mesmo só e moribundo
Eu iria amor contigo estar.
Mesmo sendo do outro mundo
Desses amores fecundo
Ate o fim do mundo, amar.



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